O Atrium no Museu de Arte Contemporânea Armando Martins (MACAM), apreciando a sua exposição permanente
Foi no passado dia 13 de março que
rumámos até à Rua da Junqueira para uma visita guiada à exposição permanente do
MACAM.
Esta exposição, composta pela colecção reunida por Armando
Martins, que teve o seu início em 1974 com a aquisição da primeira obra de arte
original, afirma-se hoje como uma das melhores coleções de arte privadas de
Portugal.
Abrangendo desde o final do século
XIX até à atualidade, ela é composta por mais de 600 obras de arte e por uma
grande diversidade de linguagens, como escultura, pintura, desenho, fotografia,
vídeo e instalação, ocupando as Galerias 1 e 2 do piso 0 do Palácio.
Na Galeria 1 pudemos apreciar um
percurso cronológico pela história da arte portuguesa, desde o final do século
XIX até aos movimentos modernistas que revolucionaram o século XX, através de
obras dos mestres consagrados que modelaram a identidade artística do nosso
país, como: José Malhoa, Almada Negreiros, Amadeo de Souza-Cardoso, Eduardo
Viana, Santa-Rita, António Dacosta, Maria Helena Vieira da Silva, José de
Guimarães, Júlio Pomar, Lourdes Castro, Nadir Afonso — entre outros.
Na Galeria 2 o percurso ganha
continuidade com obras de arte contemporânea, numa abordagem organizada por
diversos núcleos temáticos, em que a arte se transforma numa ponte entre
culturas e gerações. Ali, num diálogo entre artistas portugueses e
estrangeiros, apresentam-se obras de Thomas Ruff, Michael Biberstein,
Pedro Cabrita Reis, Rui Chafes, Rosângela Renó, John Baldessari, Juan Munoz,
Paula Rego, Marina Abramovic, Elmgreen & Dragset, Fernanda Fragateiro, Isa
Genzken, entre outros.
Nesta parte da exposição, é possível
encontrar uma multiplicidade de linguagens e suportes artísticos, como
fotografia, vídeo, instalação, que ultrapassam os parâmetros tradicionais das
épocas anteriores.
Refira-se que o Museu MACAM ocupa atualmente
o espaço historicamente conhecido como Palácio dos Condes de Vila Franca — mais
tarde Condes da Ribeira Grande.
O edifício, mandado construir em 1701
pelo Marquês de Nisa, Francisco Baltazar da Câmara, foi adquirido em 1752 por
José da Câmara Telles, Conde da Ribeira Grande, cujo nome adotou. O palácio
sobreviveu ao terramoto de 1755 e no seu frontão, ainda podem ser vistos
vestígios dos antigos proprietários, com a divisa: "Pela Fé, pelo
Príncipe, pela Pátria".
Adquirido pelo atual proprietário em
2006, as obras de reabilitação e expansão do edifício começaram no final de
2018, com uma nova construção com fachadas brancas com linhas retas, sendo a
ligação entre o Palácio e esta nova ala feita por uma área exterior, onde um
espelho de água, ao longo do corpo do Museu, reflete a cerâmica da fachada do
novo edifício.
Foi uma manhã bem interessante, que
culminou com um animado almoço no restaurante “O Lutador”, nas imediações do
MACAM.
























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