sexta-feira, maio 15, 2026

No Capitólio assistindo ao musical Evita

 

Foi no passado dia 23 de abril que voltámos ao Parque Mayer, mais concretamente ao Capitólio, para assistir ao musical Evita, a ópera-rock da autoria de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice, numa versão falada e cantada em português, que conta com Sofia Escobar, no papel da icónica Evita, e com Diogo Morgado, no papel de Che – um narrador muito crítico da protagonista, das suas atitudes e decisões.

Em Buenos Aires, no dia 26 de julho de 1952, num cinema não identificado, uma plateia assiste a um filme, quando este é interrompido e surge no ecrã gigante a notícia que Eva, Eva Duarte Perón, mais conhecida por Evita, tinha morrido. O público presente fica devastado, e tal como ele, um país inteiro (ou quase), e assim começa esta aventura musical, com encenação de Paulo Sousa Costa.

Esta é uma ópera sobre a história de uma mulher, que nasceu pobre, em 1919, numa pequena povoação no interior na Argentina, que sonhou, foi ambiciosa e lutou para chegar ao topo, tornando-se o símbolo de uma nação, de um movimento, de um ideal e também de uma fé.

Casada com Juan Perón, foi Primeira Dama da Argentina entre junho de 1946 e 26 de julho de 1952 (data da sua morte), amada pelos pobres, desprezada pelos ricos e burgueses e pouco apreciada pelos militares, que temiam a sua influência sobre Perón e as suas ideias de política social e educativa, Eva tornou-se um ícone em vida e um mito na morte, ainda hoje venerada pelos seus “descamisados”.