quarta-feira, julho 01, 2026

E o Atrium comemorou os veneráveis 44 anos nas Boiças

 


Foi na casa da Glória e do Zé que nos reunimos para festejar mais um aniversário do nosso Atrium, que nasceu lá para o ano 82 do século passado…

Foi um convívio muito animado, com diversas actividades e actuações, das quais destacamos o sempre imaginativo concurso de chapéus, a já tradicional bolada ao boneco (desta vez com os cromos da nossa estima actualizados) e uma excepcional atuação do nosso grupo de Cante Alentejano, que pelo seu elevado nível artístico conquistou a seleta assistência…

Não faltou o bolo de aniversário, decorado a preceito, para além dos comes e bebes, servidos à discrição…

Foi um dia que enriqueceu o espírito de grupo e de camaradagem dos presentes, assinalando mais um marco nesta nossa já longa caminhada.

Numa nota final, refira-se que Éolo, o guardião dos ventos, nos veio brindar com um par de rajadas robustas, que ajudaram ao desmontar da festa. A protecção dos deuses nunca nos faltou nestes 44 anos de percurso…






















sexta-feira, maio 29, 2026

Uma ida a Mafra para visitar o novo Museu da Música

Foi num sábado quente – dia 16 de maio – que o Atrium foi até Mafra para uma visita guiada ao novo Museu Nacional da Música, agora instalado no vetusto Convento que nos surpreendeu com a qualidade das obras de restauro que tem vindo a sofrer.

Depois de deambular por vários locais, Conservatório Nacional, Palácio Pimenta, Biblioteca Nacional e Estação de Metro do Alto dos Moinhos, foi em finais de 2025 que assentou nas instalações do Real Edifício de Mafra, onde hoje recebeu a nossa visita guiada.

Com cerca de quinhentas peças em exposição, este museu alberga ainda nas suas reservas um acervo de mais de um milhar de instrumentos musicais, bem como ferramentas de construção de instrumentos, equipamentos áudio, acessórios diversos, partituras, fonogramas, iconografia e documentação variada.

Pela sua raridade e importância, alguns dos instrumentos musicais da sua coleção encontram-se classificados como "tesouros nacionais". Destacam-se o cravo de Joaquim José Antunes, datado de 1758, o cravo de Pascal Taskin, construído em 1782 para a corte de Luís XVI de França, o piano Boisselot & Fils, que o virtuoso Franz Liszt trouxe para Lisboa durante a sua digressão ibérica de 1844-1845, ou o violoncelo stradivarius, datado de 1725, que pertenceu ao rei D. Luís.

Recorde-se que na sua génese estiveram dois homens: o musicólogo Michel’angelo Lambertini (Porto, 1862 – Lisboa, 1920), um pianista, maestro e compositor, musicógrafo e organizador de eventos, professor de canto coral, editor da revista A Arte Musical e ainda, comerciante de fabrico e revenda de instrumentos musicais, e o melómano António Augusto de Carvalho Monteiro, o "Monteiro dos Milhões" (Rio de Janeiro, 1848 – Sintra, 1920), o proprietário da célebre Quinta da Regaleira.

Além de instrumentos musicais, o museu dispõe de documentos, fonogramas e iconografia, e tem uma vasta programação de concertos, visitas temáticas e ateliers.

Foi uma visita interessante que nos fez viajar, no tempo e no espaço, através da música e dos seus instrumentos.












segunda-feira, maio 18, 2026

VIVER ABRIL SEMPRE – O Atrium presente nos 52 anos de Abril

 

Mantendo a tradição e renovando a vontade de defender os valores de Abril, o Atrium esteve presente no desfile que encheu a Avenida da Liberdade, para festejar os 52 anos da Revolução dos Cravos.

Num mundo cada vez mais perigoso e incerto, pelo avanço das forças da extrema-direita, foi com alegria que pudemos apreciar a participação massiva de jovens na manifestação, numa demonstração que, passados 52 anos, a capacidade de lutar pela Liberdade está bem viva na nossa sociedade.

25 de Abril sempre! Fascismo nunca mais!.





sexta-feira, maio 15, 2026

No Capitólio assistindo ao musical Evita

 

Foi no passado dia 23 de abril que voltámos ao Parque Mayer, mais concretamente ao Capitólio, para assistir ao musical Evita, a ópera-rock da autoria de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice, numa versão falada e cantada em português, que conta com Sofia Escobar, no papel da icónica Evita, e com Diogo Morgado, no papel de Che – um narrador muito crítico da protagonista, das suas atitudes e decisões.

Em Buenos Aires, no dia 26 de julho de 1952, num cinema não identificado, uma plateia assiste a um filme, quando este é interrompido e surge no ecrã gigante a notícia que Eva, Eva Duarte Perón, mais conhecida por Evita, tinha morrido. O público presente fica devastado, e tal como ele, um país inteiro (ou quase), e assim começa esta aventura musical, com encenação de Paulo Sousa Costa.

Esta é uma ópera sobre a história de uma mulher, que nasceu pobre, em 1919, numa pequena povoação no interior na Argentina, que sonhou, foi ambiciosa e lutou para chegar ao topo, tornando-se o símbolo de uma nação, de um movimento, de um ideal e também de uma fé.

Casada com Juan Perón, foi Primeira Dama da Argentina entre junho de 1946 e 26 de julho de 1952 (data da sua morte), amada pelos pobres, desprezada pelos ricos e burgueses e pouco apreciada pelos militares, que temiam a sua influência sobre Perón e as suas ideias de política social e educativa, Eva tornou-se um ícone em vida e um mito na morte, ainda hoje venerada pelos seus “descamisados”.





quinta-feira, maio 14, 2026

No Bairro do Zambujal a arte urbana é uma arma pela inclusão e contra os preconceitos

 

Foi no passado dia 13 de abril que o Atrium rumou ao Bairro do Zambujal, para uma visita que nos deu a conhecer um projecto excepcional, que é o orgulho dos moradores daquele Bairro.

À nossa espera estava o Vítor Monteiro, o presidente da CAZambujal, uma das associações que promoveu o projecto Zambujal 360.

Este projecto é promovido pela CAZambujal e pela Ad Gentes – Associação Leigos Missionários da Consolata, duas associações que têm desenvolvido um trabalho dedicado no contexto do acordo com as Nações Unidas, contribuindo para transformar o estigma que recaía sobre o Bairro, em novas oportunidades. Para o presidente da CAZambujal o projecto é um orgulho para quem esteve nele envolvido, mas sobretudo para as pessoas que moram no bairro.

A ideia principal do Zambujal 360 foi criar uma galeria de arte urbana ao ar livre, com 17 obras representativas dos 17 objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.

Recordemos aqui esses objetivos de desenvolvimento sustentável (ODS), que no fundo constituem 17 metas globais que apontam para um futuro mais justo, sustentável e próspero para a população do mundo:

Erradicação da Pobreza; Fome Zero e Agricultura Sustentável; Saúde e Bem-Estar; Educação de Qualidade; Igualdade de Género; Água Potável e Saneamento; Energia Acessível e Limpa; Trabalho Decente e Crescimento Económico; Indústria, Inovação e Infraestrutura; Redução das Desigualdades; Cidades e Comunidades Sustentáveis; Consumo e Produção Sustentáveis; Ação Contra a Mudança Global do Clima; Vida na Água; Vida Terrestre; Paz, Justiça e Instituições Eficazes; e Parcerias e Meios de Implementação.

A visita iniciou-se nas instalações da CAZambujal, com uma conversa com Vítor Monteiro que nos fez o relato da vida e da obra desta associação, em prol dos moradores do Bairro do Zambujal.

Seguiu-se uma caminhada percorrendo todas as 17 obras, cada uma delas com uma história associada às gentes do Bairro. Foi uma experiência muito interessante e enriquecedora que nos mostrou uma visão pouco conhecida desta comunidade.

Este é de facto um projecto que, no dizer de Vítor Monteiro, tem contribuído para abrir o bairro à comunidade exterior e às escolas, combatendo o preconceito e o estigma que sobre ele existiam - e ainda existem - tornando-se um motivo de um orgulho muito grande para os seus moradores.

A jornada terminou com um animado almoço num restaurante do Bairro, a Churrasqueira Ana de Alfragide.