segunda-feira, fevereiro 02, 2026

No teatro Capitólio arrebatados pela música de Mozart

 

Foi no concerto de homenagem a Mozart, no 270.º aniversário do seu nascimento, que contou com a Orquestra Sinfónica Portuguesa e o Coro do Teatro Nacional de São Carlos, dirigidos pelo maestro Martim Sousa Tavares, realizado no velhinho, hoje renovado, Capitólio um dos sobreviventes do saudoso Parque Mayer.

Nascido em 27 de janeiro de 1756 em Salzburgo, Áustria, Wolfgang Amadeus Mozart batizado como Johannes Chrysostomus Wolfgangus Theophilus Mozart, desde muito jovem mostrou um talento musical excepcional.

Seu pai, Leopold Mozart, compositor e músico da corte, reconheceu rapidamente as habilidades do filho, e com apenas quatro anos, Mozart já estava a aprender a tocar cravo e violino, e aos cinco anos começou a compor as suas primeiras peças musicais. Em 1762, fez sua primeira digressão pela Europa, apresentando-se para a realeza e ganhando reconhecimento por seu talento prodigioso.

Hoje é considerado um dos maiores compositores da música clássica, com mais de 600 obras que influenciaram várias gerações de músicos.

O programa do concerto a que assistimos percorreu as diferentes fases da criação de Mozart, desde o brilho juvenil até a música sacra escrita em Salzburgo, culminando com a simplicidade serena do Ave Verum Corpus, uma das obras mais emblemáticas do final da vida do compositor.

Para concluir, falemos um pouco sobre a história deste vetusto Teatro Capitólio, inaugurado em 1931, com projeto do arquiteto Luís Cristino da Silva.

Até à década de 1980, integrou o Parque Mayer, um dos principais locais da vida boémia de Lisboa entre as décadas de 20 e 70 do séc. XX, e assumiu um importante papel na atividade cultural da cidade, tendo no seu palco sido apresentados espetáculos de teatro de revista, comédia, jazz, fado, opereta e cinema, interpretados por reconhecidos artistas.

Após um longo período encerrado ao público, sofreu profundas obras de reabilitação, com projeto de Alberto de Souza Oliveira – que foi distinguido com o Prémio Valmor – tendo sido reaberto em outubro de 2016.