No Teatro Thalia embalados pelos Sons Ibero-Americanos
Numa
iniciativa da Organização de Estados Ibero-americanos para a Educação, a
Ciência e a Cultura (OEI), realizou-se no passado dia 17 de janeiro um concerto
com a Orquestra Metropolitana de Lisboa, dirigida pelo maestro Andrés Salado. E
o Atrium esteve presente.
Algumas
palavras sobre a OEI, organismo intergovernamental que conta com 23
Estados-Membros, e cujo lema é “Fazemos a cooperação acontecer”. Fundado em
1949 está em Portugal desde 2018, sendo o único organismo ibero-americano com
representação em território português, tendo já desenvolvido aqui cerca de 70
projectos e actividades.
O
financiamento da OEI é baseado nas cotas obrigatórias e contribuições
voluntárias dos governos dos Estados-Membros, bem como no financiamento de
projectos específicos por parte de instituições, fundações e outros organismos
interessados na melhoria da qualidade da educação e o desenvolvimento
científico e cultural da Ibero-América.
O concerto
contou com obras de quatro compositores.
- “Quatro
peças para Orquestra” do açoriano Francisco de Lacerda (1869-1934) natural da Ribeira
Seca, Ilha de S. Miguel.
- “Sinfonia
de Abril” de João Guilherme Ripper autor brasileiro (n. 1959), obra composta
para as comemorações do Cinquentenário do 25 de abril, por encomenda do governo
brasileiro.
- “Tangazo”
do argentino Astor Piazzolla (1921-1992), obra que num estilo inconfundível
mistura características do tango, do jazz e da música clássica.
- “Sinfonia
em Ré Menor” de Juan Crisóstomo de Arriaga (1806-1826) músico basco que
desapareceu precocemente aos 20 anos, tendo ficado conhecido como o “Mozart
Basco”.
Foi uma
noite excelente de boa música no bonito cenário do Teatro Thalia.