No Bairro do Zambujal a arte urbana é uma arma pela inclusão e contra os preconceitos
Foi no passado dia 13 de abril que o Atrium rumou ao Bairro
do Zambujal, para uma visita que nos deu a conhecer um projecto excepcional,
que é o orgulho dos moradores daquele Bairro.
À nossa espera estava o Vítor Monteiro, o presidente da
CAZambujal, uma das associações que promoveu o projecto Zambujal 360.
Este projecto é promovido pela CAZambujal e
pela Ad Gentes – Associação Leigos Missionários da Consolata, duas
associações que têm desenvolvido um trabalho dedicado no contexto do acordo com
as Nações Unidas, contribuindo para transformar o estigma que recaía sobre o
Bairro, em novas oportunidades. Para o presidente da CAZambujal o projecto é um
orgulho para quem esteve nele envolvido, mas sobretudo para as pessoas que
moram no bairro.
A ideia principal do Zambujal 360 foi criar
uma galeria de arte urbana ao ar livre, com 17 obras representativas dos 17
objetivos de desenvolvimento sustentável da ONU.
Recordemos aqui esses objetivos de desenvolvimento
sustentável (ODS), que no fundo constituem 17 metas globais que apontam para um
futuro mais justo, sustentável e próspero para a população do mundo:
Erradicação da Pobreza; Fome Zero e Agricultura Sustentável;
Saúde e Bem-Estar; Educação de Qualidade; Igualdade de Género; Água Potável e
Saneamento; Energia Acessível e Limpa; Trabalho Decente e Crescimento
Económico; Indústria, Inovação e Infraestrutura; Redução das Desigualdades;
Cidades e Comunidades Sustentáveis; Consumo e Produção Sustentáveis; Ação
Contra a Mudança Global do Clima; Vida na Água; Vida Terrestre; Paz, Justiça e
Instituições Eficazes; e Parcerias e Meios de Implementação.
A visita iniciou-se nas instalações da CAZambujal, com uma
conversa com Vítor Monteiro que nos fez o relato da vida e da obra desta
associação, em prol dos moradores do Bairro do Zambujal.
Seguiu-se uma caminhada percorrendo todas as 17 obras, cada
uma delas com uma história associada às gentes do Bairro. Foi uma experiência
muito interessante e enriquecedora que nos mostrou uma visão pouco conhecida desta
comunidade.
Este é de facto um projecto que, no dizer de Vítor Monteiro,
tem contribuído para abrir o bairro à comunidade exterior e às escolas,
combatendo o preconceito e o estigma que sobre ele existiam - e ainda existem -
tornando-se um motivo de um orgulho muito grande para os seus moradores.
A jornada terminou com um animado almoço num restaurante do Bairro, a Churrasqueira Ana de Alfragide.













