No Capitólio assistindo ao musical Evita
Foi no passado dia 23 de abril que
voltámos ao Parque Mayer, mais concretamente ao Capitólio, para assistir ao
musical Evita, a ópera-rock da autoria de Andrew Lloyd Webber e Tim Rice, numa
versão falada e cantada em português, que conta com Sofia Escobar, no papel da
icónica Evita, e com Diogo Morgado, no papel de Che – um narrador muito crítico
da protagonista, das suas atitudes e decisões.
Em Buenos Aires, no dia 26 de julho
de 1952, num cinema não identificado, uma plateia assiste a um filme,
quando este é interrompido e surge no ecrã gigante a notícia que Eva, Eva
Duarte Perón, mais conhecida por Evita, tinha morrido. O público presente fica
devastado, e tal como ele, um país inteiro (ou quase), e assim começa esta
aventura musical, com encenação de Paulo Sousa Costa.
Esta é uma ópera sobre a história de
uma mulher, que nasceu pobre, em 1919, numa pequena povoação no interior na
Argentina, que sonhou, foi ambiciosa e lutou para chegar ao topo, tornando-se o
símbolo de uma nação, de um movimento, de um ideal e também de uma fé.
Casada com Juan Perón, foi Primeira
Dama da Argentina entre junho de 1946 e 26 de julho de 1952 (data da sua
morte), amada pelos pobres, desprezada pelos ricos e burgueses e pouco
apreciada pelos militares, que temiam a sua influência sobre Perón e as suas
ideias de política social e educativa, Eva tornou-se um ícone em vida e um mito
na morte, ainda hoje venerada pelos seus “descamisados”.



